Eu sempre achei que arte era algo mágico, inato.
Descobri a técnica.
O treino que transforma ideia em poesia.
Descobri também que arte não é só técnica,
é sentimento explodindo pra fora de si.
Nenhuma forma de sentir é errada por si.
Mas arte,
paradoxalmente,
não é arte.
É vida que borbulha
e que pede,
exige
ser dita.
E a vida que eu achava dócil em mim
não era.
Ela brilhava em ânsia
de ser vista.
Não aceita ser usada
como uma toalha velha e suja.
Quer ser intensa,
violenta,
gentil,
inquieta.
Como arte virando linhas no caderno.
Rabiscos
com valor além.

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